Na noite de 16 de agosto de 1960, cerca das 23h00, a população de Alvaiázere iria acordar sobressaltada, com uma enorme explosão a iluminar os céus do concelho e da região limítrofe, devido a um acidente aéreo ocorrido na serra.

Uma aeronave militar Lockheed T-33A-1-LO com a matrícula FAP 1906 e registo USAF 51-17520, durante um treino de voo nocturno embateu contra a Serra de Alvaiázere, provocando a morte imediata dos dois ocupantes.

Lockheed T-33 Shooting Star
Lockheed T-33 Shooting Star

A aeronave era pilotada pelo 1º Cabo Aluno Piloto António Amaral Afonso, de 23 anos e natural de Castelo Branco, acompanhado pelo seu instrutor de vôo, o Alferes Miliciano Piloto Aviador António José Nabais Conde era o seu instrutor de voo.

1º Cabo Aluno Piloto António Amaral Afonso
1º Cabo Aluno Piloto António Amaral Afonso junto a um T33

O Diário de Lisboa, na sua edição de 17 de agosto, dava referência a este acidente, “ALVAIÁZERE, 17 (Pelo telefone) – Ouviu-se a mais de 10 quilómetros o estampido enorme provocado pelo choque do avião a jacto que ontem, cerca das 23 horas, se despenhou num monte próximo desta localidade.

Hoje, logo de manhã, compareceu no local uma ambulância da Base Aérea 3, de Tancos a que pertencia o avião. Procedeu-se então à recolha dos pedaços dos corpos dos tripulantes – alferes António José Novais Conde e cabo António Amaral Afonso.

A meio da tarde, os restos mortais deram entrada na casa mortuária do Hospital Militar Principal da Estrela. Os funerais deverem realizar-se amanhã.”

Monumento de Homenagem

No local do embate da aeronave, foi erguida uma construção em betão, triangular, a significar a asa dum avião, pintada de branco com uma placa de mármore onde estão também assinalados os nomes dos dois aviadores e uma placa em acrílico, colocada em 2009 por camaradas e familiares de um dos pilotos.

 

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